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05 dezembro 2012

Recordações Doces


Hoje fui à mercearia aqui ao lado do trabalho. Ía para comprar apenas uns halls, mas vi um bolicao a sorrir para mim e não lhe resisti. É que fez-me lembrar a minha infância, altura em que as mercerias reinavam no comércio lá da terra. Lembro-me as vezes que, gulosa como sou, ía buscar guloseimas e mais guloseimas sem me preocupar em mais nada. A minha vida só fazia sentido naquele momento em que abria um pacote de ruffles e tinha direito a um brinde espetacular, tipo uns brincos argolas de cores flurescentes, lindos de morrer na altura, horrosos nos dias de hoje, lembram-se? :)
E aquelas mercearias que estavam estratégicamente implantadas à frente das escolas e o nosso objectivo assim que dava o toque de saída da aula, era correr o mais rápido possível para sermos os primeiros a comprar as pastilhas melão e as gomas tijolos! Aiii que tempos bons..preocupações zero, chatices nenhumas, felicidade constante, ingenuidade boa, o mundo era mesmo cor-de-rosa nessa altura :)

26 outubro 2012

Recordações doces


O meu avô, pai do meu pai, foi das pessoas mais importantes na minha vida. Apesar de ter falecido tinha apenas eu uns 6 aninhos, está gravado na minha memória como se tivesse sido ontem o último dia que o vi.
Já os meus pais iam no 2º filho rapaz e não faziam quaisquer intenções de terem mais filhos, e o meu avô pedia e pedia que lhe dessem uma netinha, porque o sonho dele era ter uma menina. 
Até que, o seu sonho realizou-se, pois mesmo sem estar nos planos e quase quase para não ter acontecido, nasci eu, a menina dos seus olhos. 
Éramos tão unidos. Eu adorava andar com ele para todo o lado. Tenho memórias claras de momentos passados com ele, coisa que não acontece com outros acontecimentos da minha vida mais recente.
Lembro-me de irmos dar pão aos pombos no parque, dele agarrar um e pôr-me a dar festinhas e eu ficar completamente fascinada com aquilo. De como íamos sempre lanchar ao café: um bolo de arroz e um garoto, deixava-me sempre rapar o açúcar que ficava no fundo da chávena. De como ele, ás escondidas da minha avó, me dava colheres de ovomaltine! Como eu adorava aquilo..e até hoje julgo que foi aí que me tornei uma gulosa de 1ª.
Recordo-me perfeitamente que foi ele quem me ensinou a andar de bicicleta.. que foi sempre ele que me incentivou a aprender a escrever, mesmo quando ainda eram só gatafunhos dizia que estava a ir muito bem.
E das memórias mais engraçadas, de como me punha a ver a Rua Sésamo na sala e eu ria e ria e depois obrigáva-o a fazer-lhe totixos no seu pouco cabelo e ele deixava sempre com um sorriso.
Sim, eu tive o avô perfeito, foi pouco tempo, mas estará comigo para sempre..